“Por trás das cortinas revelam homens sozinhos.
A estes homens, meu respeito.
Eles sabem porque sabem, não porque vivem.
Viver consiste em abrir as cortinas.
A estes que vivem, minha gratidão.
Eles vivem porque vivem, não porque sabem.
Todos, os que sabem e os que vivem,
proseiem com uma moça na varanda.”
A Moça da Varanda foi escrito nos anos de 1995 a 1997. O poema que recebe o título que também é o título do livro foi classificado entre os 30 melhores do IV Prêmio Escriba de Poesia, 1996, Piracicaba, SP.
MOÇA DA VARANDA
Rezo pra moça da varanda...
Ela, com olhos de tela,
Vê que fico quando vou embora.
Ajoelho aos pés da moça bela
(De mágica e de sonho); e peço
“Ela” de olhos castanhos.
Quero dançar com a moça da varanda
Num chão de porcelana,
Em seguida, casar noutra ordem.
Adormecer nos seus braços de rede,
Uma nuvem acobertada de estrelas,
Adorá-la e tudo que puder seus olhos.
Rio durante o amanhecer dos seus cabelos.
Ela, com olhos de trégua,
Vê que a colho mais bem guardada.
Quando eu for embora - para o sempre -,
Ela, com olhos de orvalho,
Verá que regarei os cogumelos doces do jardim.
E fico com a moça da varanda...
Ela, com olhos de festa,
Vê que a levo comigo.
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Publicado em 2009 o livro A MOÇA DA VARANDA (75 p.), com 46 poesias que retrata um movimento cultural e poético dos anos 1990 entre os jovens escritores, participantes de zine's e outros meios daquele momento.
Está a venda sob encomenda através de contato direto com o autor.
- Preço: R$ 30,00 + postagem.
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