“...isto é,
parte de mim deixada
aos homens,
às traças
e ao esquecimento.”
O poema a seguir foi vencedor do Primeiro Concurso de Poesias de Alfenas, 1994, promovido pela Unifenas (Universidade Alzira Velano).
O VASO E O POEMA
E esconde-se atrás do vaso o poema.
Traz o vaso ao poema;
Ao vaso, o poema.
Ver a flor desabrochar em dias,
Em dias poesias.
Poesia cheia de vasos,
Vaso cheio de flor.
Terra fértil que alimenta a flor,
Alimenta a alma poética;
Faz a rima,
Faz a vida.
Murcha noutro dia
A flor e a poesia,
Extingue-se todo o belo
Do poeta e do vaso.
O vaso se esconde atrás da flor;
O poeta, atrás do poema.
A flor surge bela.
Sem ela,
Nada seria o vaso
Alheio a alegria do jardineiro.
Bela poesia!
Se não a houvesse,
Nada seria o poeta
Alheio à estupidez humana.
Deus criou a flor e o barro -
Barro que o homem moldou em vaso
E pôs a flor.
E pôs a flor e o vaso no poema
Que Deus lê
À frente do poeta.
O vaso é novamente barro,
O poema evapora,
A flor seca,
O poeta...
O poeta é o punho de Deus.
______________________
O livro O ESTRANGEIRO QUE HABITA (81 p.), com 55 poesias, foi escrito nos anos 1990 a 1994, e retrata a inserção poética e cultural de um jovem escritor. Participando ativamente do movimento cultural que acontecera em Ituiutaba no início dos anos 1990, quer seja na música, teatro e literatura.
Este livro está a venda sob encomenda diretamente com o autor.
- R$ 30,00 + postagem.
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Grande mestre..parabens pelo seu blog, muita coisa interesante...forte abraço..
ResponderExcluirBreno J. Mota
Altamon:
ResponderExcluirParabéns pelo blog!!!
Parabens pelo blog, ainda escreve poemas e dos bons...
ResponderExcluirpreciso falar com voce,
o meu telefone é o mesmo,
Abraços,
Jaime Paulo