segunda-feira, 20 de abril de 2009

O ESTRANGEIRO QUE ME HABITA

“...isto é,
parte de mim deixada
aos homens,
às traças
e ao esquecimento.”

O poema a seguir foi vencedor do Primeiro Concurso de Poesias de Alfenas, 1994, promovido pela Unifenas (Universidade Alzira Velano).

O VASO E O POEMA

E esconde-se atrás do vaso o poema.
Traz o vaso ao poema;
Ao vaso, o poema.

Ver a flor desabrochar em dias,
Em dias poesias.

Poesia cheia de vasos,
Vaso cheio de flor.

Terra fértil que alimenta a flor,
Alimenta a alma poética;
Faz a rima,
Faz a vida.

Murcha noutro dia
A flor e a poesia,
Extingue-se todo o belo
Do poeta e do vaso.

O vaso se esconde atrás da flor;
O poeta, atrás do poema.

A flor surge bela.
Sem ela,
Nada seria o vaso
Alheio a alegria do jardineiro.

Bela poesia!
Se não a houvesse,
Nada seria o poeta
Alheio à estupidez humana.

Deus criou a flor e o barro -
Barro que o homem moldou em vaso
E pôs a flor.

E pôs a flor e o vaso no poema
Que Deus lê
À frente do poeta.

O vaso é novamente barro,
O poema evapora,
A flor seca,
O poeta...

O poeta é o punho de Deus.

______________________

O livro O ESTRANGEIRO QUE HABITA (81 p.), com 55 poesias, foi escrito nos anos 1990 a 1994, e retrata a inserção poética e cultural de um jovem escritor. Participando ativamente do movimento cultural que acontecera em Ituiutaba no início dos anos 1990, quer seja na música, teatro e literatura.

Este livro está a venda sob encomenda diretamente com o autor.

- R$ 30,00 + postagem.

3 comentários:

  1. Grande mestre..parabens pelo seu blog, muita coisa interesante...forte abraço..

    Breno J. Mota

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  2. Parabens pelo blog, ainda escreve poemas e dos bons...
    preciso falar com voce,
    o meu telefone é o mesmo,
    Abraços,
    Jaime Paulo

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